Companhias estrangeiras adotam cuidados extras

Nas rotas para o Brasil, pilotos são orientados a checar segurança e voar com todas as luzes

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2027 | 00h00

As companhias aéreas estrangeiras passaram a adotar cuidados extras nas rotas para o Brasil, incluindo alertas de segurança na preparação dos pilotos. As medidas foram tomadas por iniciativa da Federação Internacional de Pilotos (Ifalpa, na sigla em inglês), com sede em Londres, e pelas próprias empresas, como a Lufthansa. ''''Antes de cada vôo, o procedimento normal é que os pilotos se reúnam com a empresa para tratar da operacionalidade do vôo'''', explicou Gideon Ewers, porta-voz da Ifalpa. Segundo ele, a recomendação é que as questões de segurança no País sejam reforçadas na conversa. Embora cada empresa tenha linhas regulares para o Brasil, os pilotos fazem rotas diferentes toda semana. No caso do Brasil, a Ifalpa sugeriu às companhias que façam alertas sobre os problemas no controle aéreo, como falhas de comunicação e falta de conhecimento do inglês por parte dos controladores, e instruam seus pilotos a usar ''''todas as luzes possíveis do avião'''' ao mudar de altitude. Ainda pede que alertem para possíveis apagões e pontos cegos no controle aéreo. Na Lufthansa, funcionários confirmam que estão tomando medidas extras de precaução ao voar entre a Alemanha e o Brasil. ''''Estamos recomendando que (os pilotos) adotem postura de atenção máxima à comunicação de rádio'''', informou ao Estado a companhia alemã. Outro procedimento confirmado é voar alguns metros acima da rota, para evitar um eventual choque - a Lufthansa também faz isso em vôos para a África. Outras empresas estão adotando o mesmo padrão de vôo. Algumas companhias aéreas procuradas pelo Estado evitam comentar o assunto. A Iberia, por exemplo, limitou-se a dizer que ''''está tudo normal'''' em suas operações no Brasil. A empresa faz cerca de 17 vôos semanais para o País. Mas o Departamento de Aviação Civil da Espanha confirmou que o tema está sendo tratado ''''com atenção'''' e a questão da segurança dos vôos para o Brasil ''''se tornou um assunto importante'''' para as empresas espanholas. Especialistas da Ifalpa avaliam que a recusa das empresas de comentar decorre do temor de perdas comerciais. O argumento é que, se admitirem que estão tomando medidas extras de segurança, isso assustaria passageiros. "O normal é que os pilotos se reúnam com a empresa." Gideon Ewers Porta-voz da Ifalpa

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