Conselho de Ética abre processo contra Jaqueline

O Conselho de Ética da Câmara abriu ontem processo disciplinar que pode levar à cassação de Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em gravação de 2006 recebendo um pacote de dinheiro de Durval Barbosa, o delator do "mensalão do DEM". Serão feitas agora três tentativas de notificá-la e o órgão tentará marcar horário para a citação. Caso isso não funcione, o conselho deverá notificá-la pelo Diário Oficial.

Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo

24 Março 2011 | 00h00

O relator do processo, Carlos Sampaio (PSDB-SP), quer conversar com o procurador-geral da República, para saber se o Ministério Público pode encaminhar informações a respeito da conduta da deputada e se existe a possibilidade de ouvir os procuradores envolvidos na investigação criminal contra Jaqueline. O relator afirmou que só vai chamar ao conselho pessoas que tiverem vinculação específica com o caso de Jaqueline e disse ter a intenção de evitar um "processo circense".

Um dos advogados da deputada, José Eduardo Alckmin afirmou que a defesa vai investir na tese de que ela não pode ser julgada, em razão de o fato ser anterior ao mandato.

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