Conselho do ministro sobre assalto é "equivocado", diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), classificou hoje como "equivocada" a declaração do ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, que ontem defendeu que a população brasileira deixe de lado o "estado de letargia" em que, segundo ele, se encontra e reaja contra a violência urbana. "É equivocada (a colocação do ministro). Hoje, está provado que não se deve reagir. Você pode ouvir qualquer especialista no setor", disse o governador. Alckmin defendeu que o governo federal inicie uma campanha para incentivar o desarmamento da população. "Aliás, deveriam (o governo federal) começar trabalhando para evitar o tráfico de armas", disse, acrescentando que no Estado de São Paulo uma arma é apreendida a cada três minutos. Para o governador de São Paulo, a União deve ainda reforçar o policiamento de fronteira. "Por onde estão entrando essas armas? Falta polícia de fronteira. É preciso verificar para onde estamos vendendo armas e quem está contrabandeando armas para dentro do País." O governador reiterou que a população não deve reagir quando for vítima de ação de criminosos. "Está comprovado que a vítima está mais despreparada que o criminoso. Então, a reação só vai colocar mais em risco a população." Hospitais Alckmin visitou na manhã de hoje o Hospital Geral de Vila Penteado, na zona Norte da capital paulista, e as obras do antigo Hospital da Mulher, futuro Instituto Dr. Arnaldo, em Cerqueira César, região central. Ele anunciou a retomada das obras do futuro Instituto Dr. Arnaldo, paralisadas desde 1994. Segundo ele, no início do ano que vem, a obra volta a ser realizada e a expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em 2006. O Instituto será integrado ao Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. "Serão 735 leitos, os quais aliviarão o atendimento no HC", disse o governador. Alckmin afirmou que o governo paulista deverá gastar cerca de R$ 170 milhões para concluir as obras e equipar o complexo hospitalar. "Gastaremos entre R$ 80 e R$ 90 milhões para concluir as obras e outros cerca de R$ 70 a R$ 80 milhões para equipar o instituto com aparelhos de última geração", comentou. Segundo o secretário de Saúde, Luiz Barradas, até o momento foram gastos com o esqueleto do prédio, de 28 andares, cerca de R$ 100 milhões. O governador explicou que o instituto será especializado no atendimento da saúde da mulher, no tratamento de oncologia e na realização de transplantes.

Agencia Estado,

21 Junho 2003 | 13h17

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.