Coordenador de projeto diz que jovens mortos não tinham relação com o tráfico

Treinador acredita que o grupo tenha sido assassinado por estar num território controlado por uma facção rival a da área a que eles moravam

estadão.com.br,

10 Setembro 2012 | 18h17

Texto atualizado às 18h28.

SÃO PAULO - O coordenador de projeto 'Segundo Tempo', que mantinha contato com os adolescentes encontrados mortos nesta na manhã desta segunda-feira, 10, em Mesquita, região metropolitana do Rio de Janeiro, disse em entrevista à Rádio CBN que as vítimas tinham comportamento exemplar e sem registro de envolvimento com o tráfico de drogas.

O treinador, que não quis ser identificado, acredita que o grupo tenha sido abordado por bandidos por estar no território controlado por uma facção rival a da área a que eles moram. Ele manteve contato com os jovens na última sexta-feira em Cabral, no município de Nilópolis. Os corpos dos jovens desaparecidos no último sábado, 8, têm marcas de tiros e facas. Eles foram localizados nas proximidades da Rodovia Presidente Dutra, no bairro de Jacutinga.

A Polícia Civil investiga a possibilidade de existirem mais corpos no terreno dentro do Parque Municipal Mesquita, onde os jovens foram encontrados. Os seis corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) do centro do Rio no final da manhã desta segunda. O órgão, até as 14h, não havia identificado os jovens. A polícia, no entanto, confirmou que as vítimas encontradas assassinadas são os seis adolescentes desaparecidos no sábado.

Mais conteúdo sobre:
jovens mortos Mesquita Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.