Curitiba tentará reausar lixo produzido na região metropolitana

Projeto deve estar ativo no meio de 2009; em Manaus, coleta seletiva representa apenas 7% do total produzido

Evandro Fadel e Liege Albuquerque, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2008 | 20h49

A prefeitura de Curitiba, em consórcio com outros 15 municípios da região metropolitana, está realizando uma licitação para colocar em atividade, a partir de agosto de 2009, uma planta de tratamento e reaproveitamento da totalidade do lixo recolhido nas cidades.   Veja também: Concedida licença prévia para construção de novo aterro no Rio Entenda como funciona um aterro sanitário  Você faz reciclagem do lixo produzido na sua casa?    Atualmente, das cerca de 2,4 mil toneladas de lixo produzidas diariamente em Curitiba e região metropolitana, apenas 22% são reciclados. O restante vai para o aterro, no bairro Caximba, construído em 1989, com previsão de funcionamento por 11 anos, mas que, com ampliações, teve a vida útil esticada até julho do próximo ano.   Segundo o secretário de Meio Ambiente de Curitiba, José Antônio Andreguetto, o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos dará destinação para 100% do lixo coletado.   O que for possível reciclar continuará a sê-lo, enquanto o lixo orgânico deve seguir para a compostagem, que o transforma em adubo, ou para a produção de biomassa, sendo utilizado como material energético por indústrias como a cimenteira e a de cerâmica. A planta deve ser instalada em Curitiba, Fazenda Rio Grande ou Mandirituba. A definição será feita levando-se em conta o aspecto ambiental.   O consórcio intermunicipal está garantindo ao vencedor da licitação a possibilidade de comercializar os produtos derivados do lixo, repassando 5% das vendas. Também poderá explorar os créditos de carbono, com o compromisso de repassar 25% do valor adquirido para o consórcio.   Os 16 municípios do consórcio devem usar esses recursos para financiar campanhas de separação de lixo ou para reduzir os custos do tratamento. As coletas seletivas, como o programa Lixo que não é Lixo, de Curitiba, e o lixo hospitalar não entram na nova licitação.   Mais produção   Manaus tem uma equipe de 350 garis que recolhem o lixo em três turnos diários. A capital, que produz quase 2,9 toneladas de lixo por dia, conta com um aterro sanitário próximo ao aeroporto de Manaus, na estrada Manaus-Itacoatiara.   Segundo a assessoria da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), a capital amazonense produziu 542.234 toneladas de lixo no primeiro semestre deste ano, com um aumento de 25,75% em relação ao mesmo período de 2007.   A secretaria trabalha com 141 rotas dos carros de coleta, com roteiros executados por duas empresas diferentes, que a prefeitura considera mais eficiente para deixar as ruas limpas por mais tempo. A maior parte da coleta de lixo é feita em domicílios, seguida pela remoção mecânica, coleta de posa e hospitalar. A menor parte do lixo em Manaus em feita em coleta seletiva (7% do total).

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