Debate evidencia fragilidades de aliança apressada

A pressão sobre o PV para que se defina em relação ao segundo turno tende a expor as fissuras na aliança costurada entre o partido e o grupo da senadora Marina Silva, que se filiou à legenda no meio do ano passado, após quase 30 anos de militância no PT. Feita em ritmo acelerado, de olho nas eleições presidenciais deste ano, a aliança não conseguiu ainda se consolidar, nem superar todas as desconfianças dos dois lados.

Análise: Roldão Arruda, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2010 | 00h00

Durante toda a campanha presidencial, Marina se manteve afastada das lideranças tradicionais do partido. Cercou-se quase exclusivamente dos ambientalistas e dos políticos que levou com ela para o PV. Foi assim até na festa de comemoração dos resultados positivos no primeiro turno, no domingo à noite. Ela estava cercada por parentes e o grupo mais próximo.

Agora ela precisa discutir a questão do segundo turno com os velhos líderes, que dominam a máquina partidária.

É JORNALISTA DE "O ESTADO DE S. PAULO"

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