'Deixei de ser advogado para ser alvo de investigação', diz Ércio Quaresma

Advogado do goleiro Bruno afirma que noiva não tinha autorização para gravar conversa, divulgada no 'Fantástico', em que ele afirma ser 'o diabo'

Julia Baptista, Central de Notícias

18 Outubro 2010 | 15h17

SÃO PAULO - O advogado de defesa de Bruno Fernandes, Ércio Quaresma afirmou nesta segunda-feira, 18, que a noiva do atleta, Ingrid Oliveira, de 24 anos, não tinha autorização para gravar a conversa em que ele diz que é "o diabo, o capeta." Uma gravação com trechos da conversa entre o advogado do goleiro e Ingrid foi mostrada no programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, 17 ."Deixei de ser advogado para ser alvo de investigação", disse à reportagem do estadão.com.br.

 

Quaresma, no entanto, voltou a afirmar que é "o capeta, o satã". Perguntado por que se autodenominava desta forma, o advogado disse que é "muito feio" e que "promotores públicos tremem" quando olham pra ele. "Faço promotor sair do sério. Atormento a vida desse povo", acrescentou. "Tudo é verdade, mas não disseram que sou leal, nunca abandonei o Bruno e pretendo não abandonar."

 

O advogado falou sobre a sua amizade de 20 anos com um dos acusados da morte de Eliza Samúdio, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. "Falei pra todo mundo ouvir." Na gravação mostrada no Fantástico, o advogado afirma que "quem ensinou ele [Bola] a fazer as coisas fui eu. Sou mais velho que ele na polícia."

 

Quaresma disse que se formou na Academia da Polícia Civil de Minas Gerais em 1989, quando Bola estava ingressando. Lá, segundo ele, ensinou o ex-policial a atirar.

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