Delegado pede segredo de Justiça em processos

O delegado André Luiz Pimentel pediu ontem que seja decretado sigilo judicial nos inquéritos de extorsão e corrupção de menor sob sua responsabilidade na 5ª Delegacia Seccional. Os inquéritos envolvem o padre Júlio Lancellotti, Anderson Batista, sua mulher, Conceição Eleutério, e os irmãos Evandro e Everson Guimarães. Também foi pedido que os inquéritos sejam remetidos para a cúpula da polícia, que assumiria as investigações. Eles podem ser enviados ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), subordinado à Delegacia-Geral. O pedido será examinado pelo diretor do Decap, Aldo Galiano. À tarde, o Tribunal de Justiça informou, por meio de sua assessoria, que havia sido acatado um suposto pedido da Polícia Civil para a quebra do sigilo bancário do padre. Mais tarde, a assessoria informou que houve uma confusão e o sigilo bancário não foi quebrado. O Ministério Público Estadual designou ontem três promotores da Vara Criminal para acompanhar as investigações que envolvem o padre: Luiz Antonio de Oliveira Nusdeo, Rafael Corrêa de Morais Aguiar e Fábio José Bueno. A polícia havia pedido o acompanhamento do MPE na semana passada. "É uma medida de precaução", disse Pimentel. Segundo ele, esse também é o motivo do pedido de segredo de Justiça. "Tenho o padre Júlio como vítima." Uma ex-interna da Febem, hoje Fundação Casa, depôs ontem na 5ª Seccional e negou ter sido agredida pelo padre. A situação foi relatada por uma testemunha cujo nome é mantido em sigilo pela polícia. A mulher contou na semana passada que o religioso agrediu duas meninas. A testemunha trabalhou na Casa Vida 2, fundada pelo religioso, entre 1999 e 2000. Ela acusou ainda o padre de abusar sexualmente de garotos.

O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2007 | 00h00

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