DEM pede que Marco Aurélio se desculpe publicamente

Ele e seu assessor fizeram gestos obscenos, após notícia que defeito em avião pode ter provocado desastre

Marcelo Moraes, Agência Estado

20 Julho 2007 | 16h25

O presidente nacional dos Democratas, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), exigiu nesta sexta-feira, 20, em nota oficial, pedido de desculpas público de Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Marco Aurélio e seu assessor Bruno Gaspar foram filmados pelo Jornal Nacional fazendo gestos obscenos, depois de assistirem à matéria que apontava a possibilidade de o acidente com o Airbus da TAM ter sido provocado por um defeito do avião, o que poderia, supostamente, retirar a responsabilidade do governo federal pelo acidente.   "É estarrecedor e inaceitável que Marco Aurélio Garcia, o assessor mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, falte com o respeito ao povo brasileiro e apareça, de público, fazendo gestos obscenos no interior de uma sala da Presidência da República. Todos fomos atingidos pelos gestos desqualificados", afirmou o presidente dos Democratas.   "Não é mais possível tolerar tanta indignidade. Não é possível que o assessor do presidente Lula se julgue no direito de atingir as famílias e a memória das quase 200 vítimas do vôo 3054 comemorando a hipótese de o Airbus 320 da TAM ter voado com um defeito no reversor da turbina direita. Não há o que comemorar, Marco Aurélio. Tudo que estamos vivendo é lamentável, deplorável e indesculpável", acrescentou Maia.   O presidente do partido de oposição criticou também a preocupação do governo com a popularidade do presidente Lula num momento tão dramático. "Em vez de ter preocupação com a dor das pessoas, ou manifestar interesse na busca de saídas para o caos aéreo, o governo, lastimavelmente, só se importa com a popularidade do presidente da República. E a Nação, além da dor, convive com o desamparo. Mas não somos obrigados e nem vamos conviver com a obscenidade. Peça desculpas, Marco Aurélio. E reze para que as pessoas tenham, em relação a você, a tolerância e o respeito que você não teve em relação a elas", cobrou.

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