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Demora a identificação de vítimas do acidente no Ceará

Agencia Estado

22 Fevereiro 2004 | 20h 52

Até o final da tarde deste domingo, a professora cearense Iara Marta Poty ainda não havia reconhecido o corpo do noivo, Claúdio Roberto Figueiró da Silva, natural do Rio Grande do Sul. Ele era uma das 42 pessoas que, na madrugada de sábado, estavam dentro do ônibus que foi parar no fundo do Açude Cipó, em Barro, a 536 quilômetros de Fortaleza. Ninguém sobreviveu à tragédia ocorrida por volta das 4 horas de sábado. As causas do acidente ainda são desconhecidas. Cláudio e Iara trabalhavam numa escola em Porto Alegre e vieram juntos a Fortaleza para conhecer os pais dela. Decidiram passar o carnaval separados. Iara ficou na capital cearense, aproveitando um pouco mais a companhia dos pais. E Cláudio seguiu às 20h30 no ônibus de prefixo 40229 da Itapemirim com destino ao carnaval de Salvador. Os dois já haviam planejado a viagem de volta para o Rio Grande do Sul. Mas o momento do embarque no terminal rodoviário João Thomé, em Fortaleza, foi a última vez que puderam estar juntos. Cláudio iria completar 32 anos no dia nove de março. Resgate Os trabalhos de resgate só terminaram ao meio-dia deste domingo, quando o ônibus foi retirado do açude com a ajuda de quatro guinchos. Ainda no sábado, 32 dois corpos haviam sido retirados por homens do Corpo de Bombeiros. Os dois últimos corpos resgatados eram o do motorista Paulo Lima Monteiro, de 43 anos, preso junto à roda do veículo, e o de um homem que estava boiando na água. O ônibus 40229, da empresa Itapemirim, que saiu às 20h30min de sexta-feira com destino a Salvador, caiu no açude Cipó, em Barro (CE), por volta das 4 horas de sábado. O veículo foi parar no fundo do açude, a cerca de oito metros de profundidade. Somente às 15h30min do sábado foi retirado o primeiro corpo, o de uma mulher. Ela estava fora do ônibus e, provavelmente, segundo os Bombeiros, teria saído por uma janela que poderia ter sido quebrada com o impacto da queda. Logo depois, com a ajuda de um guincho, a cabine do ônibus foi erguida, facilitando a retirada de mais vítimas. Ao entrarem no carro, os bombeiros depararam com o corpo de uma pessoa cujos braços estavam em posição indicando que ela tentou forçar a porta do corredor do carro.

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