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Depois de 17 anos, Império da Tijuca desfila na elite do carnaval do Rio

Roberta Pennafort, de O Estado de S. Paulo

02 Março 2014 | 23h 05

Apesar do bom samba, escola decepcionou; alegorias e fantasias não empolgaram a Sapucaí

RIO - O bom samba, de refrão poderoso, na ponta da língua dos componentes e do público, não foi suficiente para que a Império da Tijuca fizesse um desfile digno do Grupo Especial. A escola abriu a primeira noite da elite do carnaval carioca - à qual voltou depois de 17 anos em divisões inferiores - com um enredo bem amarrado, "Batuk", sobre a influência na cultura brasileira dos ritmos africanos trazidos pelos escravos no século 16. Mas seu desenvolvimento não foi criativo, e a falta de recursos era evidente: os carros alegóricos e fantasias eram bem simples, com cara de escola pequena.

"Vai tremer/ o chão vai tremer", convocava, com garra, os 3.300 componentes tijucanos - e a Sapucaí respondia. As alegorias e fantasias, no entanto, não empolgavam. O primeiro e o segundo carros, com representações de negros e seus atabaques, eram bem parecidos nos adereços, e os tripés - que apareceram já na comissão de frente - não tinham função clara. O último carro, uma homenagem ao Morro da Formiga, onde a escola nasceu, nos anos 1950, com formigas gigantes, era pueril e paupérrimo.

Em sua "batucada mística", o carnavalesco Junior Pernambucano abusou das figuras dos orixás, dos festejos e danças brasileiros de matriz africana e dos instrumentos percussivos, numa sequência um tanto previsível. E ainda faltou cuidado com os detalhes: no carro que aludia ao mangue beat pernambucano, uma garra da escultura de caranguejo "feria" a cada toque um dos bonecos que representavam dançarinos de frevo, arrancando-lhe pedaços.

Apesar dos problemas, a Império da Tijuca passou com a garra de quem sobe ao Grupo Especial e tem o desejo de permanecer. O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez passos característicos do candomblé diante dos jurados, uma bossa interessante no elegante bailado tradicional.

A escola vem de graves problemas financeiros, sanados pelo presidente, Antonio Marcos Teles, com dinheiro do próprio bolso. Toda a família se envolveu para que a Tijuca não "enrolasse a bandeira" (se extinguisse).

A rainha de bateria, Laynara Teles, filha de Antonio Marcos, trabalhou no barracão, com a irmã e a mãe. Dividiu-se entre as tarefas administrativas e a malhação. Ex-passista mirim, ela é rainha há nove anos, mas fez sua estreia no Grupo Especial. "Aqui a competição é maior, tem muita rainha. Mas meu pai me garante", brincou.

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