Deputada deixa comissão da reforma política

Cinco dias depois de ter seu nome envolvido no escândalo do "mensalão do DEM", a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi afastada ontem da Comissão de Reforma Política da Câmara. Seu substituto será o líder do PMN, deputado Fábio Faria (RN).

Denise Madueño e Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo

10 Março 2011 | 00h00

Em vídeo revelado pelo portal do Estado na sexta-feira, Jaqueline aparece recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa. Pressionada, a deputada enviou ontem carta à secretária-geral do PMN, Telma Ribeiro dos Santos, solicitando seu desligamento da comissão.

Jaqueline alegou na carta que "os interesses da sociedade, de um grupo político, devem prevalecer acima de qualquer interesse individual ou vontade pessoal". "Continuarei contribuindo com propostas que façam com que o País encontre mecanismos eleitorais ainda mais democráticos, que ajudem a minimizar as injustiças sociais do nosso Brasil", afirmou.

Mais cedo, a direção do PMN divulgou nota informando que vai "aguardar o desenrolar dos acontecimentos" antes de decidir que atitude adotar em relação à deputada. A nota, assinada por Telma, lembra que Jaqueline se filiou à legenda em 2009, três anos depois da gravação do vídeo em que aparece recebendo dinheiro. O texto elogia a deputada, referindo-se a ela como "pessoa de boa índole e fácil trato, filha zelosa, mãe dedicada, esposa amantíssima".

O partido ainda lamenta que "mesmo com esse perfil tenha se deixado envolver ingênua e desnecessariamente numa prática nefasta, própria de agentes políticos de pequena expressão, com tibieza ética, moral e intelectual, sem horizontes e carreira curta". Segundo a assessoria de Jaqueline, a deputada não está em Brasília. A assessores, ela teria avisado que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o escândalo.

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