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Desabamento de torre de moinho em Maceió fere cinco pessoas

Carlos Nealdo - Especial para O Estado

07 Abril 2014 | 19h 07

Moradores próximos à indústria revelaram à reportagem que as rachaduras nas torres eram visíveis há pelo menos um ano

MACEIÓ - Cinco pessoas ficaram feridas durante o desabamento de uma torre de armazenamento de trigo do Moinho Motrisa - indústria de alimentos localizada na Avenida Comendador Leão, em Maceió (AL), na tarde desta segunda-feira, 7. Uma delas, Jonas Natanael dos Santos Feitosa, 17 anos, está internado em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE). As outras, Ricardo Lima de Souza, 43 anos, José Gomes da Silva, 67 anos, Já Joseli Gregório de Andrade, 47 anos, e José Cicero Bernardo da Silva, 47, também foram socorridas até o HGE com escoriações leves, mas estão foram de perigo.

O acidente aconteceu por volta das 15h, quando parte do trigo armazenado em uma das torres caiu sobre veículos estacionados na avenida. Há suspeita de que ainda haja soterrados no local. Desde cedo, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar trabalham no local, tentando localizar feridos. A área foi isolada porque há risco de novo desabamento. Pelo menos três casas próximas à indústria foram atingida pelos destroços, mas não houve vítimas.

A torre que desabou integra um conjunto de grandes depósitos de trigos da indústria, que eram utilizados para a fabricação de produtos como farinha de trigo e massa para bolo. Dados não oficiais, passados pela Defesa Civil de Alagoas, informam que cada torre comporta mil toneladas de trigo. Com o desabamento, dezenas de toneladas de trigo se espalharam pela avenida localizada em um dos bairros mais movimentados da capital alagoana, impedindo a passagem de veículos. Moradores próximos à indústria revelaram à reportagem que as rachaduras nas torres eram visíveis há pelo menos um ano. Após a tragédia, uma comissão do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) de Alagoas foi até o local para avaliar as condições do prédio.

Após o acidente, o trânsito da região ficou complicado. A queda da torre danificou a rede elétrica da região, que continuava sem energia elétrica até o início da noite. Agentes da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) tentavam ordenar o trânsito, orientando motoristas a evitarem a avenida Comendador Leão.

Moradores vizinhos à indústria foram orientados a deixar as casas, uma vez que ainda há risco de desabamento das outras torres. Além de imóveis residenciais, a região é formada por diversos empreendimentos comerciais. A Defesa Civil de Alagoas também decidiu interditar o prédio até que as causas do acidente sejam identificas e que não haja mais riscos de uma nova tragédia.

Imagens do circuito interno de um cartório que funcionava próximo ao moinho estão sendo utilizadas pelas equipes de busca para orientar onde procurar e o que procurar. Os trabalhos, que envolvem cerca de 300 pessoas, entre agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil de Alagoas, Secretaria de Infraestrutura e profissionais do Samu, não têm hora para terminar.

No início da noite, a direção do Grupo Motrisa divulgou nota em que dizia estar tomando todas as providências no sentido de levantar as possíveis causas do acidente. Segundo a empresa, não houve vítimas ou acidentados entre seus colaboradores. "Neste momento, os esforços e prioridades da empresa são no sentido de prestar auxílio às vitimas e respectivas famílias", diz a nota. De acordo com o grupo, tão logo sejam apuradas novas informações e detalhes do ocorrido, a empresa estará convocando a imprensa e prestando todos os esclarecimentos à sociedade.