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Desabamento de viaduto em BH deixa ao menos dois mortos

Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 15h 45

Estrutura atingiu um ônibus, dois caminhões e um carro, deixando 21 pessoas feridas, sendo dois trabalhadores da obra

Atualizada às 23h59

BELO HORIZONTE - Parte de um viaduto desabou nesta quinta-feira, 3, em Belo Horizonte, causando a morte de duas pessoas e deixando 21 feridos. A alça do Viaduto Guararapes ficava sobre a Avenida Pedro I, na altura do bairro São João Batista, na Pampulha, e quatro veículos ficaram sob a estrutura, que ruiu pouco após as 15h. A via é uma das mais movimentadas da cidade e a construção do viaduto fazia parte do alargamento das pistas para adequação ao Move, nome dado pela prefeitura de Belo Horizonte ao sistema de BRT (Bus Rapid Transit) na cidade.

A maior parte das vítimas estava em um micro-ônibus da linha suplementar 70. O veículo era dirigido por Hanna Cristina dos Santos, de 25 anos, que morreu no local. A filha da motorista, de 5 anos, também estava no veículo e foi encaminhada ao Hospital Risoleta Tolentino Neves, na região de Venda Nova, sem risco de morte. "Esse acidente foi muito chocante. A gente viu o viaduto caindo. Bati a cabeça e ficou muita gente ferida no chão lá", contou Enilson Luiz, de 36 anos, que estava no micro-ônibus e também precisou de atendimento médico.

Além do coletivo, que teve a frente completamente esmagada, o viaduto caiu sobre dois caminhões e um veículo de passeio que seria um Fiat Uno, com placas GSZ-5394, de Lagoa Santa, na Região Metropolitana da capital. Segundo o assessor dos bombeiros, tenente-coronel Edgar Estevo, a família do proprietário do veículo foi localizada e, antes mesmo de os militares conseguirem acesso ao veículo, a hipótese mais provável é que o homem estivesse sozinho no carro, mas, ainda à noite, ele ressaltou que "não sabemos o que há no veículo".

Polícia Militar
Estrutura desabou na Avenida Pedro I
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Luiz contou que a tragédia poderia ter sido ainda maior, pois havia grande movimento na Avenida Pedro I no momento do desabamento. "Passou um (ônibus) articulado bem cheio. Foi uma fração de segundos. Quando passou um carro que tentou desviar, (o viaduto) caiu sobre ele", disse. Imagens das câmeras de monitoramento no local mostram que o ônibus articulado do Move e diversos veículos passam sob a estrutura momentos antes do desabamento e por pouco também não foram atingidos.

Dezenas de homens do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram mobilizados para dar atendimento às vítimas, sendo que algumas foram socorridas no próprio local. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, nove pessoas receberam atendimento em ambulâncias no local, oito vítimas foram encaminhadas para o Hospital Risoleta Neves e duas para o Hospital Odilon Behrens. Neste último teriam sido atendidos Carlos Silva, de 38, e Fábio Júnior Silva, de 34, que trabalhavam em cima do viaduto na hora em que a estrutura ruiu. Pelo menos mais um operário ficou ferido, sem risco de morte, assim como as demais vítimas atendidas nas unidades da capital.

Testemunhas contaram aos bombeiros que o desabamento teria ocorrido no momento em que trabalhadores retiravam as escoras da estrutura. Homens da Polícia Civil estiveram no local para realizar uma perícia no local, enquanto bombeiros fizeram vistorias na outra alça do viaduto, assim como em imóveis próximos, que chegaram a sacudir no momento em que o viaduto foi ao chão.