Dilma bate Serra por 56% a 44% dos votos válidos no Ibope

Temor dos partidos é com o tamanho da abstenção neste segundo turno, também marcado pela ausência de discussões profundas sobre um projeto para o País

, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

Quatro semanas depois, o Brasil retorna hoje às urnas, em 5.565 cidades, para escolher entre Dilma Rousseff (PT), 62 anos, e José Serra (PSDB), de 68, quem será o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do País, pelos próximos quatro anos.

A petista aparece 12 pontos porcentuais à frente - segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem, Dilma tem 56% dos votos válidos, ante 44% de Serra.

Os 135,8 milhões de eleitores - salvo 20%, talvez pouco mais, que já escolheram a abstenção - decidirão, entre 8 e 17 horas, se os oito anos da era Lula devem prosseguir, comandados por Dilma, ou se está na hora de reconduzir a oposição ao Palácio do Planalto.

Também em segundo turno saem os governadores do Distrito Federal e de mais oito Estados - Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia e Roraima.

Não se repetem, agora, a tensão e a expectativa de quatro domingos atrás, quando o cenário se alterou nos últimos momentos com a ascensão de Marina Silva (PV). Desta vez o clima político sugere certo cansaço - dos candidatos e boa parte do eleitorado. Pode ser uma resposta a uma campanha longa demais, ao duro tom das acusações mútuas, à pouca disposição dos candidatos de detalhar os seus projetos.

Não por acaso, há quem espere, para hoje, um dos mais altos índices de abstenção da história.

Mais que isso, a campanha que hoje termina ficará marcada pela forte influência do presidente Lula, do alto de seus 80% de aprovação, e por um intenso debate sobre aborto, que envolveu católicos e evangélicos, entrou na agenda do papa Bento XVI, invadiu as duas campanhas e redirecionou suas prioridades.

Acabou não sobrando espaço, para os presidenciáveis dizerem o que farão com questões cruciais para o País - o alto endividamento do governo, o câmbio e os juros. Ou, ainda, se o País pode ter alguma esperança de uma reforma política ou tributária.

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