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Dilma determina que PF apoie investigação da morte de cinegrafista

Lisandra Paraguassu - O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2014 | 16h 47

'Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas', disse a presidente no Twitter

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff determinou que a Polícia Federal apoie a investigação da morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, que teve morte cerebral anunciada nesta segunda-feira, 10, depois de ser atingido por um rojão na cabeça em uma manifestação no Rio de Janeiro contra o aumento das passagens de ônibus. Em sua conta no Twitter, a presidente afirmou que a morte de Andrade "revolta e entristece" e que pedira à PF o apoio às investigações para "aplicação da punição cabível".

"Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas. E liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado", afirmou Dilma em uma série de cinco posts na rede.

Na semana passada, logo depois do caso, a presidente já havia manifestado solidariedade ao cinegrafista, também pelo Twitter.

Protesto. Andrade foi atingido durante um confronto entre manifestantes na última quinta-feira. Teve afundamento do crânio e passou por uma cirurgia no hospital Souza Aguiar, onde ficou em coma induzido. A morte cerebral foi declarada hoje no final da manhã.

Fábio Raposo, que confirmou ter passado o rojão que atingiu o cinegrafista a um outro homem, está preso desde ontem. No entanto, o rapaz diz não conhecer o responsável por atingir Andrade. A Polícia do Rio tenta fazer um retrato falado do responsável.