Dilma lança hoje programa de governo

Depois de muitas idas e vindas, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, lançará hoje seu programa de governo, que prega o fortalecimento da democracia política, econômica e social. A plataforma defende, ainda, a "garantia irrestrita" de liberdade religiosa, de imprensa e de expressão e o aprofundamento dos direitos humanos justamente no momento em que o candidato do PSDB, José Serra, acusa o PT de agir com truculência.

Vera Rosa/ BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2010 | 00h00

Batizado de Os 13 Compromissos Programáticos de Dilma Rousseff para Debate na Sociedade Brasileira, o plano foi redigido no primeiro turno, mas passou por mudanças e só será divulgado nesta última semana de campanha, a seis dias da eleição, porque o comitê petista teve receio de criar mais polêmica.

O PT, porém, foi cobrado pelos partidos que sustentam a coligação de apoio a Dilma. Temas como controle social dos meios de comunicação, taxação de grandes fortunas - defendida pelo ex-presidente Fernando Henrique - e jornada de 40 horas semanais, sem redução do salário, foram cortados do programa para não alimentar controvérsias.

O documento contém críticas a Serra, principalmente na área da saúde. O tucano foi ministro da Saúde no governo Fernando Henrique e a campanha de Dilma faz de tudo para desconstruir sua imagem de bom gestor. Com 15 páginas, o programa que será anunciado hoje por Dilma em reunião com presidentes dos partidos da base aliada, em São Paulo, apresenta como primeiro compromisso o tópico "expandir e fortalecer a democracia política, econômica e social".

O plano tem como mote o "projeto nacional de desenvolvimento", conforme antecipou o Estado, em fevereiro. A descriminalização do aborto nunca constou de nenhuma versão do programa de Dilma, embora a candidata já tenha defendido a prática, no passado. Em agosto de 2007, o 3.º Congresso do PT também aprovou a interrupção da gravidez. O Programa Nacional de Direitos Humanos do governo propôs a legalização do aborto, mas por pressão da Igreja, agora trata o tema apenas como assunto de "saúde pública".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.