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Dilma quer atuação de vítimas da Samarco em acordo sobre reparação

- Atualizado: 24 Fevereiro 2016 | 18h 37

Presidente deve agendar reunião para defender que atingidos pela barragem da Samarco participem do comitê que define indenizações

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff quer que as vítimas atingidas pelo rompimento da barragem em Mariana (MG), no dia 5 de novembro do ano passado, sejam incluídas nos debates em torno do acordo extrajudicial que está sendo negociado entre a Samarco, Vale e BHP Billiton, os Ministérios Públicos Federal e Estadual e entidades governamentais.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, esperava concluir o acordo no início deste mês. Além disso, estava prevista para a última sexta-feira a consolidação das redações dos textos que já são consenso entre as partes. No entanto, segundo a Advocacia-Geral da União, a minuta ainda está em processo de elaboração.

Lama de barragem polui cursos d'água e ameaça subsistência
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
Lama de barragem polui cursos d'água e ameaça subsistência

Guiando um barco com motor de popa, o pescador Eli da Silva Soares, o Paco, de 38 anos, percorre com cautela parte da região afetada e tem olhos aguçados para apontar de longe peixes que agora flutuam mortos na superfície do rio

Segundo interlocutores da presidente, Dilma deve agendar para os próximos dias uma reunião com os governadores de Minas Gerais e Espírito Santo, representantes das empresas e do poder judiciário para defender que as vítimas têm o direito de participar do comitê que trabalha para definir indenizações e ações de reparação ambiental.

A pendência para que o “martelo seja batido”, segundo fontes do Planalto, está principalmente na resistência da empresa em aceitar - como quer o governo - a responsabilidade por obras de compensação, como saneamento básico, tratamento de resíduos sólidos, reflorestamento.

Há impasse também nas questões relacionadas ao financiamento das ações, como o valor a ser dispensado por uma fundação privada, abastecida com verba da própria mineradora, com garantia das controladoras Vale e BHP Billiton. A estimativa de custo é de R$ 20 bilhões. 

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