Dilma tem 49% e Serra 43%, diz Ibope

Evolução dos índices mostra que, desde o início do mês, presidenciável tucano avançou mais que adversária, absorvendo a maior parte dos eleitores da candidata derrotada do PV, Marina Silva, que teve 19,3% dos válidos no primeiro turno

Daniel Bramatti, José Roberto de Toledo / ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2010 | 00h00

Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, a primeira feita após o debate entre os presidenciáveis e a volta da propaganda eleitoral, mostra a petista Dilma Rousseff com 49% das intenções de voto, e o tucano José Serra com 43%.

A candidata governista aparece em primeiro lugar graças aos eleitores do sexo masculino e de baixa renda e escolaridade, principalmente os que vivem no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste.

Levando-se em conta apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos), Dilma lidera com seis pontos de vantagem (53% a 47%). No primeiro turno, a candidata do PT teve 46,9% dos votos válidos, contra 32,6% do adversário.

A evolução dos índices mostra que, desde o início do mês, Serra avançou mais, absorvendo a maior parte dos eleitores de Marina Silva (PV), que teve 19,3% dos válidos.

Na Região Nordeste, Dilma lidera com 21 pontos porcentuais de vantagem (57% a 36%). No Norte/Centro-Oeste, ela vence por 51% a 43%. Serra colhe seu melhor resultado no Sul, onde lidera por 54% a 41%. No Sudeste há um empate técnico - 46% para a petista e 44% para o tucano.

A candidata do PT só lidera de forma isolada nos municípios pequenos e médios, de até 100 mil habitantes. Nos que têm população acima disso, Dilma aparece com 46% e Serra, com 44%.

Há um empate em 46% entre os dois candidatos no eleitorado feminino. Entre os homens, a petista abre 12 pontos porcentuais de vantagem (52% a 40%).

Quanto menor a renda dos eleitores, maior a probabilidade de voto na candidata do governo. Dilma tem 57% entre os que ganham até um salário mínimo, e 41% entre aqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos. Com Serra ocorre o inverso: ele chega a 48% entre os que ganham mais de cinco mínimos, e baixa a 36% na faixa mais baixa de renda.

Na divisão do eleitorado por escolaridade, Dilma lidera entre os que estudaram até a 4ª série (57% a 35%) e da 5ª à 8ª série (50% a 44%). Serra, por sua vez, está na frente entre os que têm curso superior (50% a 39%). Os eleitores que cursaram o ensino médio estão divididos: 46% para cada candidato.

Apesar de o PMDB fazer parte da coligação de Dilma, a maioria dos simpatizantes do partido apoia Serra (59% a 32%). A parcela do eleitorado que tem o PMDB como partido preferido, porém, é pequena - apenas 5%.

Há ainda 6% que simpatizam com o PSDB e 23% com o PT - no decorrer da campanha, o porcentual de petistas caiu, depois de chegar a um pico de 30%. Os tucanos estão mais unidos em torno de Serra (93% deles declaram voto no candidato partido) do que os petistas em torno de Dilma (88% deles optam por ela).

A candidata do PT lidera com folga no quesito expectativa de vitória - 58% dos eleitores acreditam que ela será a próxima presidente. Outros 30% respondem o mesmo em relação a Serra.

Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados manifestam sua opção antes de ler a lista de candidatos, Dilma lidera por 45% a 40%. Nessa modalidade, há 8% de indecisos.

Dos eleitores de Dilma, 89% sabem que seu número na eleição é 13. Entre os que pretendem eleger Serra, 83% sabem que seu número é 45.

Os dois candidatos têm porcentuais similares de eleitores convictos, que não admitem a possibilidade de mudar de voto. Entre os dilmistas, eles são 83%, e entre os serristas, 82%.

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