Disque-Denúncia recebe informações sobre chacina no Rio

Taxista teria sido alvo de ataque, reconheceu traficante autor dos disparos que mataram cinco e deixou outros dez feridos; crime teria sido motivado por ciúmes

Julia Baptista, estadão.com.br

26 Outubro 2010 | 19h48

SÃO PAULO - O Disque-Denúncia já recebeu 20 ligações sobre a chacina que deixou cinco mortos e dez feridos, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. As denúncias falam sobre possíveis autores do crime e local de onde estariam escondidos. Quem tiver informações pode igar para o Disque-Denúncia no telefone (0xx21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas e garante o anonimato.

 

O alvo do ataque, o taxista U., de 32 anos, reconheceu ontem o traficante Vinícius Anselmo de Araújo da Luz, o Vinicinho Jogador, como o autor dos disparos. Segundo o taxista, foi o segundo atentado que sofreu desde que se casou com A.P., ex-namorada do traficante com quem já tem um filho. U. conseguiu fugir ileso e também reconheceu na 64.ª Delegacia de Polícia Renato Ramos da Fonseca e Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o Bacalhau, chefe do tráfico no Morro do Chapadão, entre os atiradores.

 

A Polícia Civil vai pedir a prisão dos três, que são ligados ao Comando Vermelho. "Eles chegaram em uma picape preta. Eu fiquei a 30 metros do Vinícius e corri pelo meio da rua", contou o taxista. "Pensei na minha esposa que está grávida de sete meses do nosso segundo filho." Depois da chacina, o trio ainda metralhou um bar nas proximidades do Morro do Chapadão.

 

A chacina aconteceu durante a festa de aniversário da manicure Cátia Silva Souza, de 32 anos, que fazia um churrasco na rua para parentes e amigos. Ela escapou dos tiros, mas perdeu o filho biológico e o filho de criação. Eles tinham 16 anos. "Os dois trabalhavam como cabos eleitorais e estudavam. Nunca ouvi falar desse traficante e posso dizer que não convidei nenhum bandido para a festa", disse a manicure. Na delegacia, U. contou que foi na festa porque é amigo de infância de Cátia.

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