Dois reféns são libertados pelas presas da Penitenciária Feminina

Duas das seis pessoas mantidas reféns pelas mais de mil presas da Penitenciária Feminina Sant´Ana, de São Paulo, foram libertadas. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, as detentas foram trancadas no fundo do pavilhão pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e negociam com o coordenador dos estabelecimentos prisionais da capital e da Grande São Paulo, Perci de Sousa. O motim começou por volta das 11h30 desta segunda-feira, após a transferência de 15 presas para outras unidades. Outras duas rebeliões estão em andamento no Estado de São Paulo. Em Lucélia, no oeste do Estado, na região de Presidente Prudente, os presos estão rebelados desde o meio-dia de hoje e têm em seu poder cinco reféns. É a quarta rebelião registrada no estado e menos de 24 horas. O presídio de Lucélia tem capacidade para 792 detentos mas abriga 1195. O motim começou depois que um preso foi baleado no braço ao tentar fugir pelo portão principal. Ele estava armado, mas a Secretaria de Administração Penitenciária não confirmou ainda se a arma é verdadeira ou não. Já em Ribeirão Preto, também no interior paulista, as negociações prosseguem e evoluem bem. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, doze pessoas estão sob poder dos detentos desde às 9 horas da manhã desta Segunda-feira. Em Bauru, terminou por volta do meio-dia a rebelião na Penitenciária 1. Os agentes penitenciários Adair Martins Pereira e Rhaeder Araújo Bonetti, feitos reféns por um grupo de 22 presos, na noite de domingo, foram libertados sem ferimentos.

Agencia Estado,

20 Fevereiro 2006 | 17h25

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