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Dois últimos policiais julgados são condenados por morte de juíza

Fábio Grellet - O Estado de S. Paulo

14 Abril 2014 | 23h 58

Patrícia Acioli era juíza no Rio quando foi morta, em 11 de agosto de 2011, com 21 tiros, em frente ao condomínio onde morava

RIO DE JANEIRO - Os dois últimos dos 11 policiais militares denunciados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, ocorrido em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, foram julgados nesta segunda-feira, 14.

A decisão foi anunciada à noite: Sammy dos Santos Quintanilha foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio doloso e formação de quadrilha, e Handerson Lents Henrique da Silva foi punido com quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, por violação de sigilo funcional, ao indicado onde a juíza morava.

Todos os PMs julgados foram condenados. A maior pena, de 36 anos de prisão, foi aplicada ao ex-comandante do 7º Batalhão da PM, Claudio Luiz Silva de Oliveira. A menor pena foi de Handerson Lents da Silva, um dos condenados nesta segunda.

Patrícia Acioli era juíza titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, cidade vizinha de Niterói, quando foi morta, em 11 de agosto de 2011, com 21 tiros, em frente ao condomínio onde morava, em Niterói. A magistrada atuava em diversos processos em que os réus, policiais militares, estavam envolvidos em supostos autos de resistência, como são registrados os casos em que há troca de tiros e policiais matam seus oponentes.