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Dom Orani cancela procissão em Manguinhos após ataque a UPP

Thaise Constancio - O Estado de S. Paulo

22 Março 2014 | 13h 43

Base policial da comunidade, visitada pelo papa em julho do ano passado na Jornada Mundial da Juventude, foi atacada na noite de quinta-feira

RIO - A insegurança na região do Complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, fez com o arcebispo do Rio, Cardeal Dom Orani Tempesta, suspendesse uma procissão pela favela do Mandela, onde cinco contêineres e dois veículos da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foram incendiados, na noite de quinta-feira, 20. O cancelamento ocorre em meio a uma onda de ataques a UPPs, que levou o governo federal a autorizar o envio de tropas federais para as comunidades mais críticas.

Na manhã deste sábado, 22, o cardeal celebrou uma missa na capela São Miguel Arcanjo e seguiria com os fiéis até a capela São Jerônimo Emiliani, que foi visitada pelo Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2013.

"Esta missa é a oportunidade de anunciar que no meio dos conflitos e tribulações cremos em Jesus, caminho de vida e paz para todos. Sabemos que a paz é possível pela fé, vida fraterna, amor e esperança. Lembramos que a comunidade têm locais abençoados pelo Papa Francisco durante a JMJ", disse Dom Orani, segundo o site da Arquidiocese do Rio. A missa já estava marcada antes dos conflitos e dos ataques a UPPs na zona norte da cidade.

 

Reforço. Um dia após ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o Palácio do Planalto e o governo do Rio acertaram nesta sexta-feira, 21, o envio de tropas federais à capital fluminense. Uma nova reunião foi marcada para segunda-feira, 24, para acertar mais detalhes da ação conjunta no enfrentamento ao crime organizado.