Doze PMs são indiciados pela morte de dois moradores de Belo Horizonte

Policiais alegavam que vítimas eram criminosos e morreram e confronto, mas testemunhas contestaram versão

Priscila Trindade, Central de Notícias

16 Março 2011 | 12h07

SÃO PAULO - Doze policiais militares de Minas Gerais foram indiciados suspeitos de participar do assassinato de dois homens em Aglomerado da Serra, na região centro-sul de Belo Horizonte. Em nota, a PM afirmou que as medidas administrativas e disciplinares estão sendo adotadas.

 

Segundo a corporação, as vítimas estariam com um grupo de cerca de 20 pessoas, parte delas fardada, que abriu fogo contra uma guarnição. Testemunhas afirmam que a versão é falsa e que as vítimas não tinham envolvimento com crimes. O inquérito concluído na terça e será encaminhado à Justiça Militar nesta quarta-feira, 16.

 

Entre os três policiais que estavam na viatura do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) que abordou as vítimas, um foi indiciado homicídio e falsidade ideológica, outro pela prática do crime de homicídio e outro por prevaricação. Outros nove policiais que chegaram ao local após o fato foram indiciados por prevaricação.

 

Segundo a PM, Jeferson e Renilson estariam com um grupo que abriu fogo contra uma guarnição policial na madrugada do dia 19 de fevereiro. Os dois teriam sido baleados no confronto. Após as mortes, moradores e policiais entraram em conflito e um micro-ônibus e dois veículos foram incendiados. 

 

Logo depois, a Justiça decretou a prisão de policiais envolvidos no crime e um deles foi encontrado morto dentro da cela. 

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