''É preciso acabar com essas atitudes infantis''

Manoel Dias, presidente em exercício do PDT

João Domingos, O Estado de S.Paulo

03 Março 2011 | 00h00

O presidente em exercício do PDT, Manoel Dias, qualificou de "infantil" a decisão da presidente Dilma Rousseff de não convidar o partido para a reunião da base aliada ontem, no Palácio do Planalto, quando ela agradeceu pela aprovação do salário mínimo de R$ 545.

Como o senhor vê a decisão da presidente Dilma Rousseff de excluir o PDT da reunião com a base aliada?

Foi uma decisão pessoal dela. Chamou os líderes que votaram a favor do mínimo de R$ 545. Nosso líder fez a defesa de outro valor e talvez ela tenha deixado de convidá-lo porque a presença dele poderia ser constrangedora.

O senhor considera que as relações entre o PDT e a presidente ficaram estremecidas?

De jeito algum. Mas é preciso acabar com essas atitudes infantis.

Da presidente Dilma?

Da presidente Dilma e do PDT. As relações entre os aliados deve ser baseada na racionalidade e não na emoção.

O senhor vê risco de o ministro Carlos Lupi ser demitido pela presidente?

Não vejo. A direção do PDT ficou a favor do mínimo defendido pelo governo. O líder fez a defesa de outro valor. Mas dois terços do partido votaram com o governo.

Há risco de PDT optar por sair do governo?

Nenhum risco. Fomos o primeiro partido a defender a candidatura da presidente Dilma Rousseff.

Então o PDT continua firme com o governo?

Claro. Nós somos governo. Mas, por sermos um partido que tem fortes raízes entre os trabalhadores, temos alguns temas que são dogmáticos.

E como o senhor vê a atuação do deputado Paulo Pereira da Silva, que confrontou o governo?

Entendo a atitude do deputado. Ele é presidente de uma central sindical e passou a vida toda defendendo melhorias para os trabalhadores. É natural que ele defenda um salário mínimo maior.

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