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Em coletiva de imprensa, Paes admite responsabilidade pelas falhas na JMJ

Fiéis vão sair da Central do Brasil em direção ao bairro de Copacabana; inicialmente a caminhada teria 13 km e seria em outra região da cidade

Wilson Tosta, O Estado de S. Paulo

26 Julho 2013 | 13h15

RIO - Um tenso e irritadiço Eduardo Paes assumiu nesta sexta-feira, 26, as responsabilidades pelas falhas de organização da Jornada Mundial da Juventude, durante a entrevista em que foi anunciada a nova programação para a peregrinação e a vigília. Os eventos estavam previstos para Guaratiba, na zona oeste, mas o local ficou inviabilizado pelas chuvas.

O terreno, que era preparado para receber os fiéis, se transformou num lamaçal. Agora, informou o prefeito do Rio, a programação é que a peregrinação, em vez dos 13 quilômetros previstos anteriormente, tenha 9,5 quilômetros, comece na Estação Central do Brasil, em frente ao Campo de Santana, e passe pelas avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, pelo Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo, rua Lauro Sodré, Túnel Novo e termine na Avenida Princesa Isabel. A caminhada começará às 7h deste sábado, 27.

Questionado sobre a escolha do terreno em Guaratiba, o prefeito afirmou que todos os custos da preparação foram assumidos pela Igreja Católica. "O prefeito está aqui para assumir todas as responsabilidades pelo poder público. A visita do Papa é uma honra. Não vamos transformar em problema. O que estamos vendo nas ruas é alegria", afirmou.

Ele disse, no entanto, que a decisão de levar o evento a um local mais pobre, fora da zona sul, foi um "pedido da Igreja Católica". "A Igreja pediu um evento que não fosse em Copa, mas na zona oeste ou norte", relatou. "A zona norte é muito adensada. Até se pensou no Campo dos Afonsos, depois na Base Aérea do Galeão, não foi possível por dificuldades das Forças Armadas de desmobilizar armamentos. Buscou-se um lugar menos adensado." Paes afirmou não saber se o terreno pertence ao empresário de ônibus Jacob Barata.

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