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Brasil

Minas Gerais

Em duas horas, chuva em Poços de Caldas supera média mensal

Moradores de cidade turística no sul de Minas Gerais limpam e calculam as perdas com a enchente da noite desta terça-feira

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Rene Moreira,
Especial para o Estado

20 Janeiro 2016 | 13h28
Atualizado 20 Janeiro 2016 | 13h39

FRANCA - Moradores de Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, iniciaram a quarta-feira, 20, calculando os prejuízos e com muito trabalho de limpeza, após a inundação registrada na noite desta terça-feira, 19. Em duas horas, choveu mais de 150 mm, índice superior à média mensal na cidade, que é de 145 mm. 

Ruas da área central da cidade amanheceram cobertas de sujeira e lama após ficarem encobertas pela água que também invadiu casas e lojas.

A lista dos locais alagados inclui ainda hospital, agência bancária e posto dos Correios. Em um supermercado e uma loja as mercadorias chegaram a ir parar nas ruas, onde carros eram arrastados pela força da água. Houve o registro de tentativas de saques, que foram contidas pela polícia.

Em algumas regiões, a energia elétrica não havia sido restabelecida até o final da manhã desta quarta-feira. Funcionários da prefeitura começaram ainda à noite a trabalhar na limpeza das áreas mais atingidas.

Muitas pessoas precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros e duas sofreram ferimentos leves com a queda de barrancos.

Cálculos. A prefeitura informou em nota que os prejuízos materiais são grandes, com diversos carros encobertos, garagens alagadas e imóveis inundados na região central. Já na zona sul, 40 imóveis foram atingidos pela água e três famílias ficaram desalojadas, tendo de ir para casas de familiares.

Na cidade, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estão em estado de alerta. 

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