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Em Natal, MP investiga responsabilidade por desmoronamentos

Anna Ruth Dantas - Especial para O Estado

17 Junho 2014 | 19h 34

Cem famílias estão desabrigadas e outras 38 foram atingidas por alagamentos em outros pontos da cidade

NATAL - O procurador geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis, anunciou nesta terça-feira, 17, que investigará a responsabilidade pelos desmoronamentos provocados após fortes chuvas em Natal. O trabalho do Ministério Público recairá sobre o sistema de drenagem no bairro de Mãe Luíza, zona leste da capital. Foi a partir de lá que ocorreu o desmoronamento.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, já há vários procedimentos instaurados que apuram a necessidade de sistemas de drenagem e manutenção preventiva das lagoas de captação e águas pluviométricas. Nesta quarta, os promotores farão uma vistoria técnica nas áreas atingidas pelos desmoronamentos. Os representantes do Ministério Público serão acompanhados de técnicos da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e o Instituto de Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Léo Carioca/Futura Press
Deslizamentos ocorreram após fortes chuvas que atingiram a cidade

As fortes chuvas interditaram a Avenida Sílvio Pedroza, que liga a zona leste de Natal à zona sul, na chamada Via Costeira, um dos cartões postais da cidade, onde a população local e turistas fazem o percurso todo a beira mar. A avenida continua tomada pela areia do desmoronamento e não há previsão de quando será liberada. Para o desbloqueio dessa via três escavadeiras e 50 homens estão trabalhando no local.

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo, se reuniu nesta terça com uma comissão de moradores atingidos pelos desmoronamentos. Ele garantiu que o Executivo custeará o aluguel para todas as famílias desabrigadas pelas chuvas até que as moradias sejam reconstruídas ou mesmo realocadas.Segundo os cálculos dos técnicos da Prefeitura, os desmoronamentos nos bairros de Mãe Luíza e Areia Preta, zona leste, deixaram 100 famílias desabrigadas, e outras 38 foram atingidas por alagamentos em outros pontos da cidade.

Como protesto para exigir ações emergenciais aos desabrigados, algumas famílias levaram destroços, resultado das inundações, para a Rua Interventor Mário Câmara, no bairro de Dix-Sept Rosado, e fecharam o trânsito na tarde de segunda. A Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social junto com voluntários de paróquias de igrejas católicas começaram nesta terça a distribuição de roupas, alimentos e lençóis para as famílias atingidas pelas chuvas.

O sistema de abastecimento da região está comprometido por causa das tubulações atingidas pelos desmoronamentos. Nestas áreas, a população está sendo abastecida por carros-pipa.

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