Em pouco mais de 24 horas, 3 rebeliões e 3 mortos no Recife

Presos estão isolados em uma parte do presídio, para evitar que novos pontos de confronto apareçam

Solange Spigliatti, estadao.com.br

13 Novembro 2007 | 08h42

Apesar de controlado, o terceiro motim que aconteceu na maior casa de detenção do Recife, o presídio Professor Aníbal Bruno, em pouco mais de 24 horas, causou a morte de dois detentos e ferimentos em pelo menos 42 pessoas, segundo informações do coronel Isaac Wanderley, superintendente de Segurança Penitenciária. O saldo desta madrugada eleva para três o número de mortos em rebeliões em quase 24 horas, em Recife.   Segundo a polícia, os dois presos mortos durante a madrugada foram vítimas de uma emboscada violenta. Fábio Batista da Fonseca e Marcos Michel da Silva Corrêa, ambos de 30 anos,foram queimados. Antes, o primeiro foi decapitado e o segundo foi assassinado com facadas.   Os cerca de 3.600 presos foram contidos por agentes penitenciários, tropa da polícia militar e pela Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE) durante a madrugada desta terça-feira, 13. O terceiro motim começou no final da noite de segunda-feira. Segundo o coronel, os presos estão contidos em uma parte da unidade do presídio, para evitar que novos pontos de confronto apareçam, segundo o coronel. O local tem capacidade instalada para atender 1.400 presos.   Na tarde de segunda-feira, uma comissão formada por cinco detentos foi recebida pelo secretário de Ressocialização de Pernambuco e ficou acertado que os presos não voltariam a se rebelar, mas o acordo não foi cumprido e durante a noite, outros dois detentos foram mortos pelos companheiros. Os nomes dos presos mortos ainda não foram informados.   De acordo com a polícia, eles seriam detentos do pavilhão "N" que tentaram invadir o pavilhão "I" e foram mortos a pauladas no local, antes que a polícia entrasse na unidade para conter a briga. A primeira rebelião começou por volta das 16 horas do domingo, 11, só foi controlada às 22h30, e deixou o saldo de outro detento morto. A segunda começou, menos de 24 horas depois, no começo da manhã de segunda.   Segundo o coronel, os presos reivindicam entrada de crianças nos dias de visita às quartas-feiras, o que não é permitido por ser dia de visita íntima dos presos, agilidade nos processos e a liberação da entrada dos visitantes sem prévio cadastro.   (Colaborou Angela Lacerda)

Mais conteúdo sobre:
motim rebelião presos Recife

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.