Em protesto, familiares das vítimas da TAM cobram governo

Parentes dizem que órgãos são lentos na divulgação sobre o que aconteceu no acidente que matou 199 pessoas

Carlos Alberto Fruet, do Estadão

20 Outubro 2007 | 18h35

Em um encontro num hotel no centro de Porto Alegre neste final de semana, familiares e amigos das vítimas do vôo JJ 3054 da TAM, que causou a morte de 199 pessoas dia 17 de julho, em São Paulo, protestaram contra a lentidão de órgãos governamentais na divulgação de informações sobre o que realmente aconteceu no acidente no Aeroporto de Congonhas.   Veja também:  Maiores desastres da aviação brasileira  Cronologia da crise aérea  Quem são as vítimas do vôo 3054  Tudo sobre o acidente do vôo 3054      O administrador de empresas Luiz Moisés, 36 anos, marido de Nádia Moisés, acusou o presidente da CPI do Apagão Aéreo, deputado federal Marco Maia (PT/RS), de não ter indiciado ninguém como culpado pela tragédia do maior acidente da aviação aérea do Brasil: "Cobrei isso do deputado e ele me disse que, por telefone não poderia falar. No dia seguinte, no seu gabinete, em Brasília, ele relatou que não indiciou ninguém porque as pressões eram fortes demais. Isto, para mim, é uma confissão de covardia".   Nesse terceiro encontro - os dois anteriores foram em São Paulo - que termina neste domingo à tarde com uma manifestação no Aeroporto Internacional Salgado Filho, foi celebrado um culto ecumênico, na última noite, os familiares tambémdiscutiram ítens relativos à aprovação dos estatutos para a formação da Associação dos Familiares das Vítimas da TAM.   Além disso será apresentado um modelo de proposta de indenização com representantes da FAB, Ministério da Justiça, Ministério Público e Procon de São Paulo.

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