Em SP, Lula acusa tucanos de ''falta de caráter''

Agenda oficial informava despachos internos, mas Lula se reuniu com integrantes da campanha e fez gravações

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2010 | 00h00

Na Praça do Forró, em São Miguel Paulista, num palanque para a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, o presidente Lula, 40 pastores evangélicos e padres da Igreja Católica prestaram apoio à candidata petista ontem à noite. Lula atacou os tucanos. "É uma vergonha, é falta de caráter e de hombridade de pessoas que tentam abusar da boa-fé do povo para criar terrorismo."

Segundo o presidente, o preconceito "é histórico e crônico em São Paulo, inclusive a propaganda contra Dilma no submundo religioso, uma vergonha".

"Aqui em São Paulo é uma vergonha a campanha do nosso adversário de ataques à nossa companheira Dilma, é uma vergonha o preconceito contra a mulher, os ataques contra a Dilma na internet", disse Lula. "O que eles estão fazendo numa campanha, mentindo e difamando."

Lula insistiu no discurso do preconceito das elites. Pediu "voto de confiança" em Dilma e tocou em tema polêmico, que desconforta os tucanos. "Aqui em São Paulo o pedágio é um assalto." O petista disse que também foi vítima de preconceito. "Até que, de tanto eles mentirem, o povo resolveu, em 2002, dizer chega. E era contra o Serra."

O presidente declarou que "nesta eleição o Brasil não pode descer serra abaixo".

O padre Júlio Lancellotti afirmou que "o que estão divulgando (contra Dilma) são calúnias, boatos e difamações. Eu estou aqui para afastar o demônio da injustiça e da mentira".

Dilma recebeu uma pauta de reivindicações de 6 centrais sindicais. Pediu aos eleitores que a ajudem a derrotar "o caminho do ódio e do medo".

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que o engajamento de padres e pastores no palanque de Dilma significa "o descontentamento da igreja com a campanha de difamações contra Dilma". "Os tucanos fizeram uma ação viral na última semana antes do primeiro turno."

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