1. Usuário
Assine o Estadão
assine


Envolvido na morte de cinegrafista iniciou fuga na segunda-feira

Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2014 | 13h 03

Caio de Souza, que admitiu informalmente ter acendido o rojão que matou Santiago Andrade, comprou passagem para cidade cearense horas depois de ser denunciado

RIO - O plano de fuga do porteiro Caio Silva de Souza, de 22 anos, começou a ser descoberto na segunda-feira, depois que a Polícia Civil do Rio apurou que naquele dia ele havia comprado na Rodoviária Novo Rio uma passagem de ônibus para Ipu, no Ceará, cidade onde moram seus avós paternos.

A fuga teve início poucas horas depois do advogado Jonas Tadeu Nunes, que até então defendia apenas o tatuador Fabio Raposo, confirmar ter entregue à 17ª DP (São Cristóvão, zona norte) a identificação de Caio. Na noite de segunda, Caio teve a prisão temporária por 30 dias decretada pelo plantão judiciário. No domingo, Raposo acusou Caio de ter acendido o rojão que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes.

Segundo o delegado Maurício Luciano de Almeida, que efetuou a prisão de Caio, foi o advogado que convenceu o rapaz a abandonar o plano de fuga no meio do caminho. O rapaz acabou se hospedando num pequeno quarto de uma pousada na cidade baiana Feira de Santana, onde foi preso pouco depois das 3h desta quarta. O delegado disse que Caio estava "faminto, acuado, frágil". "Ele disse que não comia há dois dias. Talvez não tivesse condições de seguir na fuga. Ele não esboçou nenhuma reação ao receber voz de prisão", afirnou o delegado.

 afirmou que talvez não tivesse condições de prosseguir com a fuga.

"Vizinhos de Caio em Nilópolis (na Baixada Fluminense) disseram que Caio, o pai e a madrasta dele deixaram a casa na segunda de manhã. Caio estava com uma mochila", disse o delegado.

Depois de preso, Caio disse informalmente que precisou vender um celular para comprar a passagem de ônibus.

Abordagem. Além do advogado Jonas Tadeu Nunes, a namorada do auxiliar de limpeza Caio Silva de Souza, de 22 anos, também participou da operação que resultou na prisão do rapaz. A mulher, que não teve o nome revelado, ajudou a convencer o rapaz a abandonar o plano de fuga em direção ao Ceará, ao conversar diversas vezes com ele por telefone.

Quando o delegado Maurício Luciano, o advogado e a namorada chegaram à pensão onde Caio se hospedou, a primeira a entrar no quarto foi a mulher. Ela o acalmou e depois permitiu a entrada do delegado no pequeno quarto, onde Caio recebeu voz de prisão.

Segundo Almeida, o rapaz se recusou a prestar depoimento na Bahia e no Rio, para onde foi transferido nesta manhã. Disse que só vai falar em juízo. Em nenhum momento confessou o crime, ao contrário do tatuador Fabio Raposo, que admitiu ter repassado a Caio o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes.

À tarde Caio será levado ao Instituto Médico - Legal para fazer exame de corpo de delito, e depois será encaminhado ao sistema penitenciário.