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Escavações acharam espaço usado para banhos de purificação

Ao longo dos séculos, sinagoga localizada no Recife Antigo teve outras ocupações - de comércio de açúcar a banco

Angela Lacerda, RECIFE,

14 Julho 2012 | 17h27

Depois de funcionar 18 anos no século 17, o espaço da Kahal Zur Israel teve diferentes ocupações - de comércio de açúcar a banco. Em 1998, em meio a um projeto da prefeitura de revitalização do Recife Antigo, foi criada uma comissão de especialistas para resgatar a sinagoga e a história da presença judaica em Pernambuco. Consolidou-se então a ideia de transformar a antiga edificação em patrimônio histórico.

O projeto arquitetônico foi idealizado pelo arquiteto José Luiz da Mota Meneses, que recriou as características originais da Kahal Zur Israel, enquanto uma prospecção arqueológica sob comando do professor Marcos Albuquerque levou a descobertas de detalhes, como datas e materiais de paredes, pisos e telhado.

Tudo fundamentado em um manuscrito de 1657 e publicado em 1839, que foi descoberto pelo professor José Antônio Gonsalves de Mello em suas pesquisas na Holanda. Seu conteúdo mostrou o inventário das casas do Recife “construídas ou reformadas por flamengos ou judeus” durante a fase do Brasil Holandês (1630-1654). Entre elas, a Sinagoga do Recife.

Nas escavações arqueológicas, foram descobertos o “Miqvê”, utilizado para os banhos de purificação espiritual e renovação dos judeus e o poço que o alimenta (Bor). Um Tribunal Rabínico, composto por três autoridades no assunto, analisou os achados e confirmou tratar-se da piscina ritual, com base nas medidas do local.

O Núcleo de Pesquisa do museu tem estudos e pesquisas sobre os séculos 16, 17, 20 e 21. A biblioteca possui acervo físico e virtual, coleções de documentos - muitos já transcritos - e um banco de depoimentos de imigrantes do século 20.

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