Esperança do clã Roriz, parlamentar se isola

Sob intensa pressão, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) está afastada de suas funções e da vida social desde 4 de março. Pela assessoria, avisou que não vai se pronunciar sobre o caso enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não aceitar o pedido de abertura de inquérito, feito pelo Ministério Público, e definir as tipificações criminais de que é acusada. Ela era o último trunfo com potencial eleitoral do clã político comandado pelo ex-governador Joaquim Roriz, seu pai.

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

11 Março 2011 | 00h00

Neófita no Congresso, sem expressão política, descolada da base governista e sem apoio da oposição, Jaqueline já pediu desligamento da comissão da reforma política e avalia a hipótese de renunciar ao mandato, como seu pai, que abriu mão do mandato de senador em 2007 para escapar do processo de cassação por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos do Banco de Brasília, investigado pela Operação Aquarela da Polícia Civil do DF.

Investigações flagraram Roriz discutindo com o então presidente do banco, Tarcísio Franklin, a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões (o cheque da bezerra), emitido pelo empresário Nenê Constantino, fundador da Gol Linhas Aéreas e dono de concessões de transporte urbano em Brasília. A parte do governador, alegou à época, era de apenas R$ 300 mil e o valor fora emprestado do amigo Nenê para compra de um embrião bovino. Nas últimas eleições, Roriz teve a candidatura ao governo barrada pela Lei da Ficha Limpa. Tentou emplacar a mulher Weslian, mas ela foi derrotada.

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