''Essa montanha vai parir um rato'', afirma Guerra

Ressaltando que não acredita em "movimento partidário cujo fundamento seja driblar as limitações ou driblar a lei", o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), criticou ontem a possível desfiliação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM. Embora tenha dito que, caso Kassab deixe o "contexto" do PSDB, isso trará evidente prejuízo para os tucanos, Guerra sugeriu que as expectativas em relação ao movimento do prefeito paulistano são exageradas.

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

02 Março 2011 | 00h00

"Se ele vai para outro partido e se o outro partido caminha para o governo, acho que essa montanha vai parir um rato", afirmou Guerra, que se diz descrente em relação à articulação de Kassab.

O prefeito de São Paulo ensaia deixar o DEM e fundar o Partido da Democracia Brasileira (PDB), levando consigo nomes fortes da atual legenda, como o vice-governador Guilherme Afif Domingos. A nova sigla seria uma saída jurídica para evitar a perda do mandato e serviria futuramente para uma fusão com o PSB.

"Não acredito nesse movimento partidário, acho que não vai longe", afirmou o presidente do PSDB, após audiência com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB). Guerra chegou a classificar como "coisa deplorável" a possibilidade de políticos usarem manobras como a criação de partido para mudar de sigla e escapar de eventual cassação.

"Sou a favor da fidelidade partidária. O cara quando se elege tem de ter o compromisso com o partido que ele escolheu."

Guerra não fez cobrança direta, mas lembrou que Kassab dá "muita atenção" ao que diz o ex-governador José Serra. "Tenho certeza de que o Serra está atuando para que as coisas se harmonizem em São Paulo, porque em São Paulo temos desafios grandes a vencer", afirmou, se referindo à eleição municipal em 2012.

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