Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Estudantes protestam contra corte no passe livre; mulher é ferida

Protesto começou na Paulista e seguiu em direção à Prefeitura de São Paulo; vítima foi agredida na cabeça e levada à Santa Casa

Paulo Beraldo e Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2017 | 19h56
Atualizado 03 Agosto 2017 | 19h27

SÃO PAULO - Estudantes protestaram na noite desta terça-feira, 18, contra os cortes do prefeito João Doria (PSDB) no passe livre estudantil. A manifestação, que começou na Avenida Paulista e terminou na Prefeitura de São Paulo, registrou tumulto na altura da Avenida 9 de julho. Uma pessoa ficou ferida. 

Os estudantes começaram a caminhada da Praça do Ciclista até o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Eles entoavam gritos como: "Transporte não é mercadoria!", "Não, não, à privatização, eu quero Passe Livre para a educação" e “Se o passe reduzir, Doria vai cair”. Havia ainda faixas e cartazes afirmando que o "passe livre fica" e que “direitos não podem ser leiloados”.

Por volta das 19hs, a Avenida Paulista ficou fechada nos dois sentidos. Depois, os estudantes foram para a Avenida 9 de Julho, que também foi interditada no sentido centro, perto da Praça 14 Bis, entre 20h e 21h. Neste altura do protesto, uma mulher ficou ferida. De acordo com o Movimento Passe Livre, em sua página no Facebook, a vítima era uma moradora de rua que foi agredida pela Polícia Militar.

A PM, no entanto, não confirma a versão. De acordo com a corporação, a mulher foi agredida na cabeça pelos próprios manifestantes, por volta das 21h30. Ela foi socorrida e levada para a Santa Casa de São Paulo em estado de saúde estável. 

O grupo seguiu em direção à Prefeitura de São Paulo, onde chegou por volta das 22 horas desta terça. 

As mudanças. A partir de 1º de agosto, os estudantes vão poder realizar quatro viagens durante duas horas e, em outro período do dia, mais quatro viagens em duas horas. Antes, era possível fazer oito viagens sem restrição de horários. As cotas de viagens vão variar de 10 a 48 por mês conforme a presença exigida pelo curso de cada estudante. A mudança foi publicada no Diário Oficial da cidade em 8 de julho.

A Secretaria de Transporte espera uma economia de R$ 70 milhões até o final de 2017 com a medida. O argumento da Prefeitura é de que muitos usavam o passe livre para outros fins. 

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