Estudo aponta que 53% das crianças acessam sites impróprios

Pesquisa aponta que 60% dos pais não impõem regras para o uso que os filhos fazem da internet

Agência Estado,

09 Outubro 2008 | 19h00

Dados de pesquisa inédita sobre segurança na internet mostram que 53% das crianças e jovens tiveram contato com conteúdos agressivos e considerados impróprios para sua idade. O estudo foi realizado pela ONG SaferNet e teve a participação de 1.326 internautas de todo o País, entre julho e setembro.   Enquete: Você monitora o conteúdo que seu filho acessa na internet?   Entre as crianças e jovens, 87% afirmaram que não possuem restrições quanto ao uso da internet. Os sites de relacionamento são os mais acessados por esse público, com 80% da preferência. Contrariando orientações de especialistas, a pesquisa revelou ainda que 64% dos jovens usam a internet no próprio quarto. "A criança se arrisca menos quando o computador é utilizado em área comum da casa", afirma Rodrigo Nejm, diretor de prevenção e atendimento da SaferNet e psicólogo responsável pela pesquisa.   Já entre os pais ouvidos pela pesquisa, 84% disseram temer que os filhos sejam vítimas de adultos mal intencionados, enquanto 74% têm medo de que eles tenham contato com conteúdos impróprios. Ainda, 40% dos pais informaram que os filhos já explicitaram incômodo ou constrangimento em relação ao que vivenciaram pela internet, embora 63% afirmam não impor regras para o uso que os filhos fazem da rede.   Apesar dos índices, a ONG condena o uso de softwares que restringem o uso da internet pelas crianças. "Eles os programas de controle de acesso fragilizam a relação de confiança entre pais e filhos e não educam de maneira nenhuma", afirma Nejm. Uma solução melhor, segundo o psicólogo, é o "estabelecimento de um diálogo constante, com acompanhamento da navegação, sempre que possível".

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