Estudo recomenda eliminação de tarifa do etanol

NOVA YORK

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2011 | 00h00

Uma das principais reivindicações do Brasil nas negociações comerciais com Washington, a eliminação da tarifa sobre o etanol constitui um dos destaques do documento do Council of Foreign Relations (CFR). "Entendendo as divisões no cenário político dos EUA, a força-tarefa encoraja o Congresso a incluir a eliminação da tarifa ao etanol em qualquer lei para reformar o atual regime imposto ao etanol", propõe os acadêmicos responsáveis pelo estudo.

Nos últimos anos, essas barreiras têm sido decisivas. Além de aplicar tarifas à importação, os EUA também concedem US$ 5,4 bilhões em subsídios à produção interna de etanol do milho, bem mais caro do que o da cana de açúcar, produzido no Brasil.

No mês passado, o Senado dos EUA votou contra uma proposta que eliminaria os subsídios ao etanol. Além disso, a valorização do real em relação ao dólar elevou o preço do etanol brasileiro, dificultando ainda mais as exportações para os americanos que, muitas vezes, por questões fiscais, eram feitas via Caribe.

No estudo, os especialistas também destacam que a China superou os EUA como principal parceiro comercial do Brasil. Porém, segundo eles, as recentes críticas do governo brasileiro à política monetária chinesa, que mantém uma taxa de câmbio desvalorizada, "pode abrir uma oportunidade para maior cooperação e coordenação entre o Brasil e os EUA. Para completar, o texto afirma que poderiam ser feitas parcerias para desenvolver a infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. N

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