Ex-diplomata do Vaticano acusado de pedofilia terá 'liberdade limitada'

Preso no Palácio de Justiça, ex-núncio poderá circular até o limite dos muros da cidade-Estado; comunicação seguirá reduzida

O Estado de S. Paulo

03 Dezembro 2014 | 18h18

O ex-núncio na República Dominicana acusado de pedofilia, o polonês Jozef Wesolowski, de 66 anos, obteve permissão de "liberdade limitada" dentro das muralhas da cidade-Estado do Vaticano. O religioso estava recluso no último andar do Palácio de Justiça no Vaticano. Ele é acusado de pegar por sexo com crianças.

De acordo com declarações feitas nesta quarta-feira pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lomabardi, o ex-diplomata da Santa Sé "acaba de ser submetido a um primeiro interrogatório, a partir do qual se seguirão outros". A posição de Wesolowski foi reduzida ao estado laico em junho por um tribunal do Estado.  

Por causa das condições de saúde do acusado e do fato de o prazo legal de 60 dias para o início do julgamento ter se esgotado, o ex-núncio obteve a autorização de "se mover com certa liberdade, mas sempre limitada dentro do Vaticano", precisou Lombardi. Ainda segundo o porta-voz, as comunicações do ex-embaixador da Santa Sé com o exterior continuam reduzidas. 

O procurador-geral da República Dominicana, Domínguez Brito, se encontrou com o papa Francisco, também nesta quarta-feira. Em comunicado, Brito disse que o pontífice expressou "a importância de que prevaleça sempre a verdade e que as instituições judiciais de ambos os Estados atuem com plena liberdade e dentro das normas". /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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