Ex-governador se diz 'indignado' com acusação

O ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) repudiou ontem "com veemência e indignação" a ligação de seu nome às operações que envolvem o jornalista Amaury Ribeiro Jr. e o PT na quebra de sigilo de pessoas ligadas ao candidato do partido à Presidência, José Serra.

Eduardo Kattah BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2010 | 00h00

Em nota divulgada no fim da tarde, o ex-governador mineiro - que fazia campanha para Serra em Juiz de Fora, ao lado do também senador eleito Itamar Franco - descartou a informação dizendo que "tal prática jamais fez parte" de seus "25 anos de vida publica".

Diz a nota de Aécio, na íntegra: "Repudio com veemência e indignação a tentativa de vinculação do meu nome às graves ações envolvendo o PT e o senhor Amaury Ribeiro Jr., a quem não conheço e com quem jamais mantive qualquer tipo de relação. Tal prática jamais fez parte da minha história política em 25 anos de vida pública. Como disse o senador Sergio Guerra, quem deve explicações ao País é o PT, já envolvido anteriormente na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo e, agora, na quebra de sigilos fiscais de membros do PSDB. Lamento profundamente que tais ocorrências contaminem um processo eleitoral que deveria ser marcado pelo debate de ideais e de avanços para o País".

Caso antigo. Não é a primeira vez que o ex-governador mineiro tem seu nome mencionado no episódio que envolve a quebra de sigilo de tucanos, entre os quais o vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, e Verônica Serra, a filha do candidato tucano à Presidência.

A primeira tentativa de envolvê-lo na história aconteceu em junho, quando ele visitava Montes Claros, no norte de Minas, ao lado de Serra. Ele reagiu com irritação, na época, às insinuações de que o material colecionado por Amaury teria nascido de uma disputa interna do PSDB - haveria uma intenção de Aécio de obter dados contra Serra para futuros confrontos.

"Eu exijo respeito. A minha trajetória política é conhecida. E nós sabemos onde estão os aloprados, até endereço têm", disse Aécio na ocasião, referindo-se ao QG petista em Brasília.

O presidente do PSDB mineiro, Nárcio Rodrigues, disse então que achava "assustador que essas coisas sejam levantadas como se tivessem alguma procedência".

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