Ex-ministro ataca Gurgel e João Paulo se diz ''vítima''

O ex-ministro José Dirceu divulgou ontem um texto em seu site no qual afirma ser inocente das acusações feitas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "Suas acusações contra mim não trazem qualquer prova material ou testemunhal. São meras ilações extraídas de sua interpretação peculiar sobre minha biografia", escreveu.

Denise Madueño e Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2011 | 00h00

Dirceu alegou no texto ser inocente das acusações e lembrou a cassação de seu mandato de deputado, em 2005. "A decisão foi tomada sem provas, num fato inédito na história do país."

O ex-ministro afirmou estar "tranquilo" e que continuará se defendendo "com mais ânimo e dedicação". "Não o faço apenas para demonstrar minha inocência, submetido à agressão constitucional de inversão do ônus da prova, graças à fusão de interesses conservadores", afirmou o ex-ministro. "Lutarei com ainda mais energia, porque o que está em jogo, acima da minha honra e liberdade, é a imagem do Partido dos Trabalhadores e do projeto de transformação social que representa."

"Julgamento popular". O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou não haver novidade na manifestação de Gurgel. Em nota, o parlamentar disse não haver provas que o incriminem e destacou sua reeleição como o "julgamento popular das urnas". "Encerro expressando a dor de ser acusado daquilo que não devo. Da crueldade de ver uma farsa ser tomada como verdade, mas ao mesmo tempo ser consolado por manifestações de apoio e de solidariedade que me fortalecem."

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