Falha em rádio pode ter causado acidente da Gol, diz jornal

Das 4 freqüências para comunicação, apenas uma operaria; pilotos do Legacy não teriam sido avisados

15 Outubro 2007 | 07h56

Três chamadas feitas pelos pilotos americanos do jato Legacy - que se chocou com um Boeing da Gol no dia 29 de setembro de 2006 e causou a morte de 154 pessoas - teriam sido ignoradas pelo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo de Brasília (Cindacta-1). Transcrições das conversas entre controladores de vôo e pilotos mostrariam que houve falha no sistema de comunicação da Aeronáutica, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira, 15.   Das quatro freqüências disponíveis para os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino se comunicarem com os controladores, apenas uma estaria disponível. Porém, os pilotos não teriam sido informados de que ela poderia ser usada e, antes do acidente, teriam insistido em usar as outras três freqüências.   Apesar de as gravações indicarem que houve erro dos controladores em não avisar os pilotos sobre a falha nos equipamentos, o relatório entregue pela CPI do Apagão Aéreo da Câmara no dia 4 de outubro não pediu o indiciamento dos controladores do Cindacta. Há a suspeita de que a FAB tenha ocultado a falha nos equipamentos durante as investigações do acidente.   No relatório feito pelo deputado Marco Maia (PT-RS), a CPI pediu o indiciamento dos pilotos que comandavam o jato Legacy, mas poupou a cúpula da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Desde o acidente da Gol, a crise aérea se instalou no País e foi agravada com o acidente da TAM, quando um Airbus A320 da empresa não conseguir frear e atravessou a pista principal do Aeroporto de Congonhas, se chocando com um prédio da empresa e deixando 199 pessoas mortas no dia 17 de julho deste ano.

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