Falso médico que atendeu Joanna se entrega e será ouvido pela Justiça

Alex Cunha Silva se apresentou à polícia ontem e é acusado de exercício ilegal da medicina após a morte da menina

Solange Spigliatti, Central de Notícias

01 Março 2011 | 14h33

SÃO PAULO - O falso médico Alex Sandro da Cunha Silva, acusado de exercício ilegal da medicina que acabou resultando a morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, no Rio, será interrogado nesta terça-feira, 1. Foragido desde agosto, quando teve a prisão preventiva decretada, ele se apresentou na segunda-feira, na Delegacia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, segundo o Tribunal de Justiça do Estado.

 

Após o interrogatório do réu, feito pelo juiz Alberto Fraga, em exercício no 3º Tribunal do Júri da capital, o processo entrará na fase de alegações finais do Ministério Público e da defesa. Em seguida será proferida sentença que decidirá se o estudante irá ou não a júri popular. Segundo o juiz, as testemunhas de acusação e defesa já foram ouvidas.

 

Contratado pela médica Sarita Fernandes Pereira, ele atendeu a criança no Hospital Rio Mar, na zona oeste do Rio, e lhe deu alta quando ela ainda estava desacordada. O réu também foi denunciado pelo mesmo crime em relação a todas as vítimas não identificadas, até o momento, atendidas no mês de julho de 2010 na emergência do hospital, entre outros crimes.

 

Joanna Marins morreu no dia 13 de agosto de 2010, na Clínica Amiu, em Botafogo, de parada cardíaca. Ela era alvo de disputa entre os pais, o funcionário público André Marins e a médica Cristiane Marcenal. A médica Sarita Fernandes foi presa no dia seguinte, mas Alex Sandro, estudante do 5º ano de medicina, fugiu.

 

Ela é acusada do crime de homicídio doloso por omissão e exercício irregular da medicina com resultado morte. Tanto ela quanto Alex Sandro também foram denunciados por estelionato, falsificação e uso de documento falso e tráfico ilícito de entorpecentes.

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