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Família de menina queimada no Maranhão pede combate à violência

Artur Rodrigues - O Estado de S. Paulo

12 Janeiro 2014 | 20h 39

Missa de sétimo dia da criança morta ocorreu na noite deste domingo em São Luís

SÃO LUÍS - A família de Ana Clara de Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado durante ataque a ônibus no último dia 3, cobrou combate à violência por parte do governo antes da missa de sétimo dia, em São Luís, realizada na noite deste domingo, 12.

"Ver quem cometeu o crime contra minha filha presos alivia muito,  mas não traz ela de volta", disse o pai de Ana Clara, Wenderson de Sousa, 25. "Está acontecendo uma guerra e o Estado precisa organizar a segurança para que isso não aconteça novamente com outras crianças."

A familia foi à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no bairro Santa Cruz, vestindo camisetas com a foto de Ana Clara e do bisavô,  Dasico Rodrigues, 80, que morreu de problemas cardíacos após saber da morte da menina. "Queríamos fazer uma homenagem bonita na igreja que ela frequentava", disse o pai. Na camiseta dele, além da foto, havia a seguinte mensagem: "quem quiser vencer na vida tem de fazer como seus sábios: mesmo com o coração partido ter um sorriso nos lábios".

A tia por parte de pai, Janaina Barros, de 40 anos, disse que a menina ajudava a cuidar do bisavô, de quem era muito próxima. "Ela foi criada aqui no bairro. A gente ficava fazendo os cachinhos na cabeça dela", disse.

Agora, o cuidado da família é com a bisavó Antonia Rodrigues, de 79, que tem problemas de pressão e está bastante abalada.

A mãe da criança está internada no Hospital da Asa Norte, em Brasília, e ainda não sabe da morte da menina. A irmã dela, Lorrane, também está internada e tem quadro estável.

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