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Familiares de Bernardo devem disputar guarda da irmã menor

Lucas Azevedo - Especial para o Estado

21 Abril 2014 | 15h 46

Desde a prisão dos dois, a bebê está com uma tia por parte de mãe, mas um tio por parte de pai manifestou o desejo de cuidar dela

PORTO ALEGRE - As famílias do pai de Bernardo, Leandro Boldrini, de 38 anos, e da madrasta do menino, Graciele Ugulini, de 32, estão disputando a guarda da filha do casal, um bebê de 1 ano e 6 meses.

Desde a prisão dos dois, sob suspeita de assassinar Bernardo, de 11, com a ajuda da assistente social Edelvânia Wirganovicz, de 40, a criança está sob os cuidados de Simone, irmã de Graciele, na cidade gaúcha de Santo Ângelo. No entanto, o irmão de Leandro, Paulo Boldrini, manifestou o desejo de ficar com a menina.

Morador da cidade de Campo Novo, vizinha a Três Passos, onde Leandro e Graciele viviam, Paulo cuida da granja da família. Ele afirma ter combinado com a família de Graciele que se responsabilizaria pela sobrinha. Simone, porém, teria mudado de ideia e, agora, decidido permanecer com o bebê.

Segundo Paulo, Simone não teria condições de cuidar da criança. Mãe de um menino, ela estaria desempregada e sem residência fixa.

Paulo deve procurar a Justiça nesta terça-feira para entrar com um pedido da guarda do bebê. A reportagem não conseguiu localizar Simone para comentar o assunto.

Sigilo bancário. Os policiais que investigam a morte de Bernardo Boldrini devem utilizar informações bancárias para verificar o grau de envolvimento do pai do menino no seu assassinato. De acordo com o depoimento de Edelvania à polícia, o assassinato de Bernardo foi planejado pela madrasta, Graciele, sem o conhecimento de Leandro. "Ele não sabia, mas, futuramente, ele ia dar graças de se livrar do incômodo, porque Bernardo era muito agitado", teria ouvido da madrasta do menino. A única certeza da polícia até o momento é a de que o médico tentou ocultar o crime. Porém, sua participação efetiva ainda é dúvida.

Caso tenham acesso ao sigilo bancário do trio, cuja quebra foi pedida pela delegada Caroline Bamberg, que preside o inquérito, os policiais poderão identificar se a quantia citada por Edelvania - quase R$ 96 mil -, referente ao que precisava para quitar um apartamento e acertado como pagamento com Graciele para ajudar no crime, foi movimentada. Edelvania disse que havia acertado R$ 20 mil para ajudar na morte do menino e que teria recebido R$ 6 mil, mas que a madrasta afirmou que poderia quitar o imóvel.