Fechado desde 2010, local sofre com total abandono

No apogeu, os apartamentos ficavam praticamente todos ocupados e as festas de formatura e casamentos na pequena capela eram tão concorridas que faziam lotar o Hotel-Fazenda Esperança - instalado pela gestão Barros Munhoz como polo turístico para atrair receita.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

18 Março 2011 | 00h00

Mas a exuberância e o ambiente festivo do casarão colonial erguido no século XIX deram lugar ao silêncio e à desolação.

O cenário é sombrio. A poeira cobriu o mobiliário, lá fora o mato avança e envolve floreiras e as antigas plantações de café. A água da piscina ficou cinza. Nos tanques de pesca já não há mais pacus nem traíras.

Há um ano, desde abril de 2010, quando o governo Toninho Bellini (PV), sucessor de Munhoz, mandou fechar as portas do hotel, a preservação é feita a custo. Rondam o lugar dois guardas-civis, para impedir uma invasão, o vigia da noite e o roceiro que não dá conta - antes eram 35 funcionários, entre garçons, jardineiros, técnicos agrícolas, camareiros e o pessoal da recepção que, em busca de direitos trabalhistas, foram à Justiça.

O fim do Esperança, um dia aclamado santuário do turismo e obra-prima da arquitetura, que recebeu ministros e prefeitos, foi decretado depois de a Câmara não aprovar repasse anual de R$ 300 mil à empresa municipal que administra o hotel, sugerido pela prefeitura - esse valor chegou a R$ 1,4 milhão em 2004.

A administração se ocupa em quitar dívidas com fornecedores. Para reduzir o aluguel - que chegou a R$ 12,8 mil e está em R$ 6.469,25 - a prefeitura entrou com ação e passou a depositar o dinheiro em conta judicial.

Bellini não se manifestou ao Estado sobre o projeto de seu antecessor.

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