Filósofo escolheu antigas maravilhas; voto definiu as novas

A escolha das Sete Novas Maravilhas do Mundo, das quais o Cristo Redentor passou a fazer parte, foi organizada pela fundação New7Wonders, com sede em Zurique. A fundação foi criada em 2001 pelo filantropo suíço Bernard Weber, com o objetivo de proteger o patrimônio da humanidade. De início, ela era mantida com as contribuições de seu próprio criador, mas depois as doações foram aumentando. A votação que escolheu o Cristo Redentor, no Rio; as ruínas de Petra, na Jordânia; a Muralha da China; a cidade de Machu Picchu, no Peru; as pirâmide de Chichén Itzá, no México; o Coliseu, em Roma; e Taj Mahal, na Índia, terminou na sexta-feira, 6, um dia antes da divulgação do resultado, no sábado, 7, em Portugal. A escolha pôde ser feita pela internet, no site da fundação, e por ligações telefônicas. A escolha das Sete Novas Maravilhas foi mais popular se comparada a que escolheu as sete maravilhas da Antiguidades. A lista antiga foi elaborada pelo filósofo grego Filon de Bizâncio em 200 antes de Cristo, e incluía os Jardins Suspensos da Babilônia, a Estátua de Zeus, o Templo de Ártemis, o Mausoléu de Helicarnassus, o Colosso de Rodes, o Farol de Alexandria, além das Pirâmides de Gizé. Mas, na verdade, o mundo atual tem oito maravilhas. As pirâmides de Gizé, no Egito, por serem a única maravilha remanescente do mundo antigo, ficaram fora do concurso e já tinham sua vaga assegurada. Os organizadores decidiram manter o status de Maravilha do Mundo depois de autoridades egípcias terem manifestado indignação com o fato de as estruturas serem obrigadas a concorrer por um lugar na lista. No fim de 2005, a lista contava com 200 monumentos e foi reduzida aos 77 mais votados. Um grupo de arquitetos, sob a coordenação do ex-diretor geral da Unesco Federico Mayor, escolheu os 19 finalistas, com base nos critérios de beleza, complexidade, valor histórico, relevância cultural e significado arquitetônico. Campanha Os dois países que mais se envolveram na campanha foram o Brasil e a Índia. No Brasil, a campanha foi bancada pelo grupo Bradesco e incluiu mensagens de várias personalidades da política, do futebol e dos espetáculos, incluindo o presidente. A votação das sete maravilhas esteve envolvida em várias polêmicas. A primeira foi com as autoridades egípcias, que se recusaram a autorizar a inclusão das pirâmides de Gizé na votação - já que sempre foram uma das maravilhas da humanidade. Até então, as pirâmides eram as mais votadas. A Unesco também se recusou apoiar o projeto, apesar de ter sido convidada várias vezes. Do valor total arrecadado na votação das nova maravilhas, metade deverá ser utilizada na recuperação de monumentos que formam as Antigas Maravilhas do Mundo. O primeiro monumento a ser reconstruído será o Buda de Bamian, no Afeganistão, destruído em 1999 por partidários do governo Taleban. O resto da verba deverá ser utilizado pela fundação New7Wonders, dirigida por Weber.

09 Julho 2007 | 16h40

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