Funcionários do Dnit no RS vão expor sucateamento do órgão

Terceirização de serviços na autarquia foi criticada durante assembleia por facilitar indicação de[br]apadrinhados políticos

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2011 | 00h00

Funcionários do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul decidiram, durante assembleia realizada ontem, promover uma série de manifestações públicas para expor o sucateamento e as terceirizações da autarquia.

"Uma comissão de mobilização vai definir iniciativas como exposição de faixas e atos públicos nos próximos dias", relata Luís Ribeiro, representante do Sindicato dos Servidores Federais entre os servidores do Dnit gaúcho. "Também podemos discutir a possibilidade de uma greve nacional no dia 1.º de agosto", completa, destacando que o problema não é específico do Estado, mas nacional.

Segundo avaliação dos servidores, a terceirização facilita o apadrinhamento político e deveria ser substituída pelos concursos públicos. Ribeiro lembra que, quando criado, em 2002, o Dnit previa ter 4,8 mil servidores concursados. Hoje o número fica próximo de 2,7 mil.

No Rio Grande do Sul a autarquia tem 130 servidores para a superintendência e oito unidades locais. Ribeiro diz que há regiões com apenas dois funcionários para controlar quatro balanças que controlam o peso de caminhões. "Em casos assim, a terceirização não resolve, porque somente agentes de trânsito concursados podem aplicar multas por excesso de peso", destaca, apontando uma das causas de deterioração das rodovias.

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