Funcionários do Itamaraty fazem operação-tartaruga

Os funcionários das representações diplomáticas do Brasil nos Estados Unidos e na Europa decidiram iniciar uma operação-tartaruga para protestar contra as condições de trabalho oferecidas pelo Ministério das Relações Exteriores. Serviços de emissão de visto para estrangeiros e de documentos para brasileiros residentes no exterior, como passaporte e RG, devem ser afetados.

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

14 Julho 2011 | 00h00

Os manifestantes pretendem se vestir de preto e os serviços consulares serão realizados com lentidão. "Realizaremos um protesto pacífico que deve durar até amanhã", avisaram os organizadores do movimento.

O ato faz parte da Operação Despertar, iniciada há dois meses com o envio de uma carta à presidente Dilma Rousseff. O objetivo é conseguir aumento salarial e outras demandas trabalhistas. A decisão, segundo informaram ao Estado funcionários lotados em Nova York, foi tomada depois do fracasso de uma reunião, no dia 8, entre eles e o Itamaraty. A irritação dos manifestantes aumentou ao saberem que o ministério abrirá concurso para 1.237 vagas de oficiais de chancelaria no exterior, "que custam cinco vezes mais do que um funcionário local", de acordo com os organizadores.

Os funcionários locais são pessoas que já vivem no exterior. A maior parte é de brasileiros em situação legal nos EUA. As outras pessoas que trabalham nos serviços consulares e Embaixadas são diplomatas e oficiais de chancelaria. O piso dos funcionários locais é US$ 2.200 - apenas 10% a mais que em 1996.

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