Marcos de Paula/AE
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Fundação americana critica posicionamento da OAB sobre caso Sean

Bring Sean Home reclamou, em carta, que entidade brasileira recorreu ao governo mesmo sabendo que família materna não foi impedida de ver a criança nos EUA

Marília Lopes, Central de Notícias

25 Março 2011 | 09h02

SÃO PAULO - A Bring Sean Home Foundation (Fundação Tragam Sean para Casa, em tradução livre) divulgou uma carta em seu site criticando o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Junior, que pediu a presidente Dilma Rousseff que intercedesse junto ao presidente americano Barack Obama para que os avós maternos pudessem visitar Sean nos Estados Unidos, onde vive com o pai desde dezembro de 2009.

 

Em carta, encaminhada a Ophir, a Fundação afirma que a Justiça de Nova Jersey não proibiu a visitação dos avós maternos, apenas estabeleceu condições, aceitas pelo pai do garoto, David Goldman, para que isso aconteça. De acordo com a carta, quando as condições forem aceitas pela família brasileira de Sean, a avó poderá visitar o garoto.

 

As condições apresentadas pela defesa de Goldman foram de que todas as ações judiciais em trâmite no Brasil contestando o retorno do menor aos EUA fossem encerradas; que os avós maternos se consultassem por período determinado de tempo com o psicólogo do menor nos EUA, que, em conjunto com as partes, definiria a frequência e duração das visitas; e que a visitação não fosse exposta à imprensa e que fosse mantida a confidencialidade de todas as comunicações trocadas entre os participantes da visita.

 

A carta ressalta que "mesmo sabendo que os avós maternos poderão visitar Sean desde que cumpram com as condições justas e razoáveis", o presidente da OAB, pediu a Dilma, que interviesse junto a Obama.

 

Na semana passada, em razão da visita de Obama ao Brasil, Ophir divulgou uma carta, direcionada a presidente Dilma. Ele afirmou que as dificuldades expostas pela justiça americana para permitir a visitação dos avós maternos caracterizam uma violação aos preceitos e normas relativas aos direitos humanos.

 

Sean Goldman é filho da estilista brasileira Bruna Bianchi, que morreu em agosto de 2008, com o americano David Goldman. Ele veio para o Brasil aos 4 anos, passar férias com a mãe. Aqui, Bruna decidiu se separar do pai do garoto e não retornar aos EUA. Goldman entrou com processo por sequestro internacional de crianças, com base na Convenção de Haia. Após a morte de Bruna, os pais dela e seu segundo marido passaram a requerer a guarda de Sean. Em dezembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o garoto deveria retornar aos EUA para viver com o pai.

 

Veja também:

linkAdvogado do pai de Sean desmente que avô foi impedido de ver garoto

documento Leia a carta da fundação americana

documento Leia a carta da presidência da OAB

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